Explore as cores do som em um concerto sinestésico que celebra 100 anos de Física Quântica, com obras de Flo Menezes, Clarice Assad e Richard Strauss.
CLARICE ASSAD
Raízes, concerto para quarteto de percussão e orquestra (20’)
RICHARD STRAUSS
Also Sprach Zarathustra, Op.30 (33’)
FLO MENEZES
Crase (25’)*
*Editora da OSESP
Esse concerto foi pensado como um cruzamento sinestésico em três cenas de propostas estéticas distintas, todos conectados pela ideia das cores do som: um tríptico. O ano de 2025 foi eleito pela UNESCO como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica, uma celebração a esse ramo do conhecimento que revolucionou nossas vidas tanto no nosso entendimento mais profundo da realidade, quanto na criação de novas tecnologias que são hoje vitais no nosso cotidiano.
A abertura do concerto será com Crase, de Flo Menezes, para grande orquestra e eletrônica em tempo real. Encomendada pela Osesp e estreada em 2006, a peça apresenta um percurso por quatro campos harmônicos distintos e complementares, como se estivéssemos adentrando a realidade do macro ao micro. Nas palavras do compositor, “Em Crase as texturas sonoras da escritura orquestral se misturam espectralmente com as ressonâncias eletroacústicas das quatro entidades harmônicas que constituem a principal estrutura da obra.” No meio dessa viagem, dois solistas (um oboé e um clarinete) se desprendem da orquestra e tocam de forma independente, ainda que paradoxalmente conectados pelo material musical e afastados espacialmente (um em cada canto do teatro): duas partículas emaranhadas”.
A peça Raízes de Clarice Assad (2024) nos coloca diante do nosso folclore de forma direta, articulada pelas mãos de quatro percussionistas solistas utilizando instrumentos os mais diversos. Se com Menezes somos colocados diante de um caleidoscópio arquitetural complexo, Assad articula as cores instrumentais numa alegre dança, nos tocando no âmago da nossa identidade brasileira.
Por fim, o encerramento do concerto será com a peça Assim falou Zarathustra de Richard Strauss, escrita em 1896, treze anos após o lançamento do livro homônimo de Friedrich Nietzsche que inspirou a obra. A orquestra é constantemente desafiada em passagens virtuosismo técnico e trabalhada cuidadosamente nas combinações de timbre (klangfarben em alemão, ou seja, a cor do som). Se o gênero do poema sinfônico já estava totalmente estabelecido na cultura europeia, Strauss encontra uma maneira de revolucioná-lo ao tomar 9 capítulos de um livro de filosofia em prosa como a estrutura de sua obra. O profeta do livro quebra seu isolamento de 10 anos e vem trazer os novos e revolucionários conhecimentos a quem tem ouvidos para ouvir, buscando alterar como vivemos nossas vidas. Algo muito similar aconteceu com a virada paradigmática da Física Quântica, que abalou profundamente como entendemos a realidade.
Regência: Leonardo Labrada
Percussão: Martelo
Este concerto apresenta um tríptico sinestésico, conectando diferentes propostas estéticas pela ideia das cores do som. A obra Crase, de Flo Menezes, explora texturas sonoras e ressonâncias eletroacústicas, enquanto Raízes, de Clarice Assad, celebra o folclore brasileiro com uma alegre dança. O encerramento fica por conta de Assim falou Zarathustra, de Richard Strauss, inspirado no livro homônimo de Friedrich Nietzsche.
Explore as cores do som em um concerto sinestésico que celebra 100 anos de Física Quântica, com obras de Flo Menezes, Clarice Assad e Richard Strauss.
Regência: Leonardo Labrada
Percussão: Martelo
Este concerto apresenta um tríptico sinestésico, conectando diferentes propostas estéticas pela ideia das cores do som. A obra Crase, de Flo Menezes, explora texturas sonoras e ressonâncias eletroacústicas, enquanto Raízes, de Clarice Assad, celebra o folclore brasileiro com uma alegre dança. O encerramento fica por conta de Assim falou Zarathustra, de Richard Strauss, inspirado no livro homônimo de Friedrich Nietzsche.
CLARICE ASSAD
Raízes, concerto para quarteto de percussão e orquestra (20’)
RICHARD STRAUSS
Also Sprach Zarathustra, Op.30 (33’)
FLO MENEZES
Crase (25’)*
*Editora da OSESP
Esse concerto foi pensado como um cruzamento sinestésico em três cenas de propostas estéticas distintas, todos conectados pela ideia das cores do som: um tríptico. O ano de 2025 foi eleito pela UNESCO como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica, uma celebração a esse ramo do conhecimento que revolucionou nossas vidas tanto no nosso entendimento mais profundo da realidade, quanto na criação de novas tecnologias que são hoje vitais no nosso cotidiano.
A abertura do concerto será com Crase, de Flo Menezes, para grande orquestra e eletrônica em tempo real. Encomendada pela Osesp e estreada em 2006, a peça apresenta um percurso por quatro campos harmônicos distintos e complementares, como se estivéssemos adentrando a realidade do macro ao micro. Nas palavras do compositor, “Em Crase as texturas sonoras da escritura orquestral se misturam espectralmente com as ressonâncias eletroacústicas das quatro entidades harmônicas que constituem a principal estrutura da obra.” No meio dessa viagem, dois solistas (um oboé e um clarinete) se desprendem da orquestra e tocam de forma independente, ainda que paradoxalmente conectados pelo material musical e afastados espacialmente (um em cada canto do teatro): duas partículas emaranhadas”.
A peça Raízes de Clarice Assad (2024) nos coloca diante do nosso folclore de forma direta, articulada pelas mãos de quatro percussionistas solistas utilizando instrumentos os mais diversos. Se com Menezes somos colocados diante de um caleidoscópio arquitetural complexo, Assad articula as cores instrumentais numa alegre dança, nos tocando no âmago da nossa identidade brasileira.
Por fim, o encerramento do concerto será com a peça Assim falou Zarathustra de Richard Strauss, escrita em 1896, treze anos após o lançamento do livro homônimo de Friedrich Nietzsche que inspirou a obra. A orquestra é constantemente desafiada em passagens virtuosismo técnico e trabalhada cuidadosamente nas combinações de timbre (klangfarben em alemão, ou seja, a cor do som). Se o gênero do poema sinfônico já estava totalmente estabelecido na cultura europeia, Strauss encontra uma maneira de revolucioná-lo ao tomar 9 capítulos de um livro de filosofia em prosa como a estrutura de sua obra. O profeta do livro quebra seu isolamento de 10 anos e vem trazer os novos e revolucionários conhecimentos a quem tem ouvidos para ouvir, buscando alterar como vivemos nossas vidas. Algo muito similar aconteceu com a virada paradigmática da Física Quântica, que abalou profundamente como entendemos a realidade.
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