Uma noite especial com o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, apresentando obras de Mignone e Rosato, celebrando a música brasileira.
FRANCISCO MIGNONE
Quarteto nº 2 (dedicado ao Quarteto)
I. Allegro
II. Seresta (Molto Lento)
III. Desafio (Allegro con Spirito)
CLORINDA ROSATO
Quarteto de Cordas (dedicado ao Quarteto)
I. Ponteio
II. Seresta
III. Dança
Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos
Marcelo Jaffé, viola
Rafael Cesario, violoncelo
Francisco Mignone (1897-1986) e Clorinda Rosato (1913-1985) foram ambos alunos do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. No período, apresentaram-se ao piano na mesma Sala do Conservatório que hoje abriga o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Compuseram pouco para quarteto de cordas: ele, apenas duas obras; ela, somente uma, que poderemos ouvir neste programa. Mignone foi um dos compositores mais próximos de Mário de Andrade em seu projeto nacionalista, inspirando-se em muitas de suas ideias para criar sua música. Essa proximidade, contudo, foi um processo construído: depois de sua formação inicial, Mignone recebeu uma bolsa do Governo do Estado de São Paulo para se aperfeiçoar na Europa e, em 1920, partiu para a Itália, país de origem de seu pai. Permaneceu no Velho Mundo por nove anos, alheio à efervescência do movimento modernista em São Paulo, sua cidade natal, e aos eventos da Semana de Arte Moderna, em 1922. No retorno ao Brasil, trouxe na bagagem suas óperas de sucesso ao estilo italiano e uma porção de outras obras que, a despeito de sua qualidade, não conversavam com a busca de uma identidade musical nacional que ocorria em terras tupiniquins.
Mignone foi duramente criticado por Mário de Andrade, que acabara de publicar seu Ensaio sobre a Música Brasileira, livro que sintetiza as diretrizes modernistas para a composição inspirada na cultura popular, e absorveu a represália: passou a compor com base em repertórios de tradição oral e tornou-se um dos principais colaboradores de Mário de Andrade. A obra Quarteto de Cordas no 2, de 1958 e dedicada ao Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, ilustra a devoção de Mignone ao projeto nacionalista, além da maturação estilística do compositor. Um pouco mais jovem que Mignone, a pianista do interior paulista Clorinda Rosato chegou a ser sua aluna, além de ter estudado com Camargo Guarnieri e Mário de Andrade. Este último foi quem a incentivou a se dedicar à composição, apoiando-a até o fim da vida. Fiel ao projeto nacionalista, incorporando os ideais da época em estilo pessoal, Clorinda compôs principalmente para piano, mas também criou peças corais que estiveram por cerca de três décadas no repertório do Coral Paulistano, além de obras de câmara – como o Quarteto que integra este programa, dedicado ao Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Esta é uma oportunidade rara de ouvir uma peça dessa compositora brasileira, que merece ter sua obra mais pesquisada e divulgada.
Uma noite especial com o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, apresentando obras de Mignone e Rosato, celebrando a música brasileira.
Francisco Mignone (1897-1986) e Clorinda Rosato (1913-1985) foram ambos alunos do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. No período, apresentaram-se ao piano na mesma Sala do Conservatório que hoje abriga o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Compuseram pouco para quarteto de cordas: ele, apenas duas obras; ela, somente uma, que poderemos ouvir neste programa. Mignone foi um dos compositores mais próximos de Mário de Andrade em seu projeto nacionalista, inspirando-se em muitas de suas ideias para criar sua música. Essa proximidade, contudo, foi um processo construído: depois de sua formação inicial, Mignone recebeu uma bolsa do Governo do Estado de São Paulo para se aperfeiçoar na Europa e, em 1920, partiu para a Itália, país de origem de seu pai. Permaneceu no Velho Mundo por nove anos, alheio à efervescência do movimento modernista em São Paulo, sua cidade natal, e aos eventos da Semana de Arte Moderna, em 1922. No retorno ao Brasil, trouxe na bagagem suas óperas de sucesso ao estilo italiano e uma porção de outras obras que, a despeito de sua qualidade, não conversavam com a busca de uma identidade musical nacional que ocorria em terras tupiniquins.
Mignone foi duramente criticado por Mário de Andrade, que acabara de publicar seu Ensaio sobre a Música Brasileira, livro que sintetiza as diretrizes modernistas para a composição inspirada na cultura popular, e absorveu a represália: passou a compor com base em repertórios de tradição oral e tornou-se um dos principais colaboradores de Mário de Andrade. A obra Quarteto de Cordas no 2, de 1958 e dedicada ao Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, ilustra a devoção de Mignone ao projeto nacionalista, além da maturação estilística do compositor. Um pouco mais jovem que Mignone, a pianista do interior paulista Clorinda Rosato chegou a ser sua aluna, além de ter estudado com Camargo Guarnieri e Mário de Andrade. Este último foi quem a incentivou a se dedicar à composição, apoiando-a até o fim da vida. Fiel ao projeto nacionalista, incorporando os ideais da época em estilo pessoal, Clorinda compôs principalmente para piano, mas também criou peças corais que estiveram por cerca de três décadas no repertório do Coral Paulistano, além de obras de câmara – como o Quarteto que integra este programa, dedicado ao Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Esta é uma oportunidade rara de ouvir uma peça dessa compositora brasileira, que merece ter sua obra mais pesquisada e divulgada.
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