Descrito pelo próprio Wagner como o trabalho mais audacioso de sua vida, Tristão e Isolda expande o tonalismo e a harmonia convencional, introduzindo recursos orquestrais que caracterizam a obra do compositor. Nesse sentido, é inevitável não citar o famoso “acorde de Tristão”, apresentado logo no prelúdio como parte do leitmotiv desse personagem.
Baseado na versão de Gottfried von Strassburg de um dos mais icônicos mitos da literatura medieval e na filosofia de Arthur Schopenhauer, o enredo traz a relação que nasce a partir de uma poção de amor ingerida acidentalmente por Tristão e Isolda. Esse feitiço só se desfaz quando o Rei Marke, tio de Tristão e marido de Isolda, descobre o relacionamento proibido. Tristão é morto por um dos cavaleiros do rei e, então, Isolda se entrega à morte na ária final Liebestod, um dos trechos mais conhecidos do espetáculo, ao lado do prelúdio. O conceito de ária também é expandido por Richard Wagner, além de propor personagens com uma grande complexidade de técnica vocal e de interpretação.
Daniela Thomas, que assina a direção cênica, ressalta que a língua portuguesa permite a feliz aproximação da palavra “poção” com “pulsão”, que é o verdadeiro cerne de Tristão e Isolda, uma ópera que pode ser entendida como a das pulsões da psique. Todos os personagens estão entrelaçados, movidos por essa pulsão erótica que os domina e que os impele em direção à dissolução do ser no outro e na morte. Esse desejo soberano e violento é o personagem principal e domina as falas, sejam elas nostálgicas ou do presente diegético, e também todas as ações. Nesta montagem – que busca explicitar essas subcorrentes da psique dos personagens –, será evidenciado o texto, que aqui terá maior protagonismo, não somente como uma legenda adicional ao espetáculo.
A montagem marcará o retorno de Daniela Thomas ao palco do Theatro Municipal de São Paulo. Daniela é diretora, cenógrafa e roteirista brasileira, reconhecida por seu trabalho no cinema, no teatro, na ópera e no design e curadoria de exposições.
Diretora dos filmes Vazante e O Banquete, é também parceira frequente de Walter Salles em filmes como Terra Estrangeira, Linha de Passe e Ainda Estou Aqui. Também foi um dos diretores e assinou a cenografia da cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016 e criou montagens marcantes para grandes palcos. Sua obra é caracterizada pela precisão estética, pela força visual e pela sensibilidade na construção de narrativas.
Tristão e Isolda
Ópera em 3 atos com música e libreto de Richard Wagner
Coro Lírico Municipal
Roberto Minczuk, direção musical
Hernán Sánchez Arteaga, regência do Coro Lírico Municipal
Daniela Thomas, direção cênica
A ser anunciado, cenografia
A ser anunciado, design de luz
A ser anunciado, figurino
A ser anunciado, visagismo
22, 29, 02
Simon O’Neill, Tristão
Annemarie Kremer, Isolda
26, 31
A ser anunciado, Tristão
A ser anunciada, Isolda
todas as datas
Leonardo Neiva, Kurwenal
A ser anunciado, Brangäne
A ser anunciado, König Marke
A ser anunciado, Melot
A ser anunciador, Hirt
A ser anunciado, Steuermann
A ser anunciado, Stimme eines jungen Seemanns
Descrito pelo próprio Wagner como o trabalho mais audacioso de sua vida, Tristão e Isolda expande o tonalismo e a harmonia convencional, introduzindo recursos orquestrais que caracterizam a obra do compositor. Nesse sentido, é inevitável não citar o famoso “acorde de Tristão”, apresentado logo no prelúdio como parte do leitmotiv desse personagem.
Baseado na versão de Gottfried von Strassburg de um dos mais icônicos mitos da literatura medieval e na filosofia de Arthur Schopenhauer, o enredo traz a relação que nasce a partir de uma poção de amor ingerida acidentalmente por Tristão e Isolda. Esse feitiço só se desfaz quando o Rei Marke, tio de Tristão e marido de Isolda, descobre o relacionamento proibido. Tristão é morto por um dos cavaleiros do rei e, então, Isolda se entrega à morte na ária final Liebestod, um dos trechos mais conhecidos do espetáculo, ao lado do prelúdio. O conceito de ária também é expandido por Richard Wagner, além de propor personagens com uma grande complexidade de técnica vocal e de interpretação.
Daniela Thomas, que assina a direção cênica, ressalta que a língua portuguesa permite a feliz aproximação da palavra “poção” com “pulsão”, que é o verdadeiro cerne de Tristão e Isolda, uma ópera que pode ser entendida como a das pulsões da psique. Todos os personagens estão entrelaçados, movidos por essa pulsão erótica que os domina e que os impele em direção à dissolução do ser no outro e na morte. Esse desejo soberano e violento é o personagem principal e domina as falas, sejam elas nostálgicas ou do presente diegético, e também todas as ações. Nesta montagem – que busca explicitar essas subcorrentes da psique dos personagens –, será evidenciado o texto, que aqui terá maior protagonismo, não somente como uma legenda adicional ao espetáculo.
A montagem marcará o retorno de Daniela Thomas ao palco do Theatro Municipal de São Paulo. Daniela é diretora, cenógrafa e roteirista brasileira, reconhecida por seu trabalho no cinema, no teatro, na ópera e no design e curadoria de exposições.
Diretora dos filmes Vazante e O Banquete, é também parceira frequente de Walter Salles em filmes como Terra Estrangeira, Linha de Passe e Ainda Estou Aqui. Também foi um dos diretores e assinou a cenografia da cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016 e criou montagens marcantes para grandes palcos. Sua obra é caracterizada pela precisão estética, pela força visual e pela sensibilidade na construção de narrativas.
Tristão e Isolda
Ópera em 3 atos com música e libreto de Richard Wagner
Coro Lírico Municipal
Roberto Minczuk, direção musical
Hernán Sánchez Arteaga, regência do Coro Lírico Municipal
Daniela Thomas, direção cênica
A ser anunciado, cenografia
A ser anunciado, design de luz
A ser anunciado, figurino
A ser anunciado, visagismo
22, 29, 02
Simon O’Neill, Tristão
Annemarie Kremer, Isolda
26, 31
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s/nº Sé – São Paulo, SP
11 3367 7200
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Sábado, domingo e feriado das 10h às 17h
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Horário de Atendimento
7h às 19h
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