Encruzilhada é uma obra coreográfica sobre o encontro e o conflito, sobre a celebração como espaço de resistência e a negociação como caminho compartilhado. Enraizada em danças populares brasileiras e em vocabulários de movimento muitas vezes marginalizados pelos discursos culturais hegemônicos — como as danças de rua, o footwork e as danças de salão — a obra revela como o corpo se torna um lugar vivo de trocas, parceria e embate. É nessa encruzilhada de mundos que a tradição se relaciona ao urbano, o popular ao institucional, o conflito ao aprendizado mútuo.
A peça tem como centro a coletividade—não como imagem idealizada, mas como prática instável e essencial. Em tempos marcados pela fragmentação, pela competição e pela privatização da felicidade, mover-se em grupo torna-se tanto um desafio criativo quanto um posicionamento político. Os intérpretes não apenas dançam juntos: eles negociam presença, fricção, silêncio e alinhamento, buscando um ritmo comum em meio à tensão.
O poder está em constante deslocamento. A coreografia se transforma em um campo de negociação, onde os corpos afirmam, cedem, confrontam e sustentam. Violência e vulnerabilidade coexistem. O equilíbrio não é dado mas é construído, constantemente. O trabalho abraça a contradição: o silêncio se rompe em ritmo, gestos emergem de códigos ancestrais e de urgências atuais.
A trilha é tocada ao vivo em diálogo com os bailarinos e como parte desse movimento coletivo. A música não acompanha o movimento mas ela nasce do mesmo corpo. A percussão e o digital se entrelaçam, criando uma paisagem sonora densa, crua e viva.
A coreografia expõe seu próprio processo de construção. A forma como os intérpretes se organizam—como se adaptam, falham e voltam a ser grupo—é visível. O público é convidado a testemunhar a criação da obra à medida que ela se desdobra: uma fronteira porosa entre processo e espetáculo, preparação e produto final, onde cada decisão reverbera no coletivo.
Encruzilhada não busca a perfeição. Busca presença. E pergunta: como sustentar o espaço um do outro—quando tudo à nossa volta nos empurra para o isolamento?
BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO
Alejandro Ahmed, diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo
Renan Martins, direção, concepção e coreografia
Iolanda Sinatra, dramaturgia e acompanhamento artístico
Helena Araújo, assistente de coreografia
EPX e Alana Ananias, trilha sonora e execução ao vivo
Jo Rios, design de luz
Tom Martins, figurino
Elenco:
Alyne Mach, Ana Beatriz Nunes , Ariany Dâmaso, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cleber Fantinatti, Cleia Santos, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fabio Pinheiro, Fernanda Bueno, Grecia Catarina, Gutielle Ribeiro, Harry Gavlar, Isabela Maylart, Jessica Fadul, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Muniz, Leonardo Silveira, Luiz Crepaldi, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Márcio Filho, Marina Giunti, Marisa Bucoff, Odu Ofá, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi, Reneé Weinstrof, Silvia Kamyla, Uátila Coutinho, Victor Hugo Vila Nova, Victoria Oggiam.
Sobre Renan Martins
Coreógrafo e bailarino brasileiro radicado em Barcelona. Iniciou sua carreira artística no Rio de Janeiro e, aos 17 anos, mudou-se para a Europa para estudar dança contemporânea na Salzburg Experimental Academy of Dance (SEAD) e na Performing Arts Research and Training Studios (P.A.R.T.S). Como bailarino, trabalhou com renomados artistas e companhias, como Anne Teresa de Keersmaeker, Peter Savel, Daniel Linehan e Meg Stuart. Seu primeiro trabalho em grupo, Let Me Die in My Footsteps, foi selecionado pelo Aerowaves em 2016. Desde então, tem desenvolvido e apresentado suas próprias criações em teatros e festivais na Europa e no Brasil. Como coreógrafo, colaborou com companhias como Dance Theatre Heidelberg, Unusual Symptoms do Theater Bremen, Danish Dance Theatre e Cullberg. De 2021 a 2024, Renan fez parte do DDE, um projeto de pesquisa sobre diversidade e inclusão, realizado em parceria com P.A.R.T.S., Manufacture e Stockholm University of the Arts (SKH).
Encruzilhada é uma obra coreográfica sobre o encontro e o conflito, sobre a celebração como espaço de resistência e a negociação como caminho compartilhado. Enraizada em danças populares brasileiras e em vocabulários de movimento muitas vezes marginalizados pelos discursos culturais hegemônicos — como as danças de rua, o footwork e as danças de salão — a obra revela como o corpo se torna um lugar vivo de trocas, parceria e embate. É nessa encruzilhada de mundos que a tradição se relaciona ao urbano, o popular ao institucional, o conflito ao aprendizado mútuo.
A peça tem como centro a coletividade—não como imagem idealizada, mas como prática instável e essencial. Em tempos marcados pela fragmentação, pela competição e pela privatização da felicidade, mover-se em grupo torna-se tanto um desafio criativo quanto um posicionamento político. Os intérpretes não apenas dançam juntos: eles negociam presença, fricção, silêncio e alinhamento, buscando um ritmo comum em meio à tensão.
O poder está em constante deslocamento. A coreografia se transforma em um campo de negociação, onde os corpos afirmam, cedem, confrontam e sustentam. Violência e vulnerabilidade coexistem. O equilíbrio não é dado mas é construído, constantemente. O trabalho abraça a contradição: o silêncio se rompe em ritmo, gestos emergem de códigos ancestrais e de urgências atuais.
A trilha é tocada ao vivo em diálogo com os bailarinos e como parte desse movimento coletivo. A música não acompanha o movimento mas ela nasce do mesmo corpo. A percussão e o digital se entrelaçam, criando uma paisagem sonora densa, crua e viva.
A coreografia expõe seu próprio processo de construção. A forma como os intérpretes se organizam—como se adaptam, falham e voltam a ser grupo—é visível. O público é convidado a testemunhar a criação da obra à medida que ela se desdobra: uma fronteira porosa entre processo e espetáculo, preparação e produto final, onde cada decisão reverbera no coletivo.
Encruzilhada não busca a perfeição. Busca presença. E pergunta: como sustentar o espaço um do outro—quando tudo à nossa volta nos empurra para o isolamento?
BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO
Alejandro Ahmed, diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo
Renan Martins, direção, concepção e coreografia
Iolanda Sinatra, dramaturgia e acompanhamento artístico
Helena Araújo, assistente de coreografia
EPX e Alana Ananias, trilha sonora e execução ao vivo
Jo Rios, design de luz
Tom Martins, figurino
Elenco:
Alyne Mach, Ana Beatriz Nunes , Ariany Dâmaso, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cleber Fantinatti, Cleia Santos, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fabio Pinheiro, Fernanda Bueno, Grecia Catarina, Gutielle Ribeiro, Harry Gavlar, Isabela Maylart, Jessica Fadul, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Muniz, Leonardo Silveira, Luiz Crepaldi, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Márcio Filho, Marina Giunti, Marisa Bucoff, Odu Ofá, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi, Reneé Weinstrof, Silvia Kamyla, Uátila Coutinho, Victor Hugo Vila Nova, Victoria Oggiam.
Sobre Renan Martins
Coreógrafo e bailarino brasileiro radicado em Barcelona. Iniciou sua carreira artística no Rio de Janeiro e, aos 17 anos, mudou-se para a Europa para estudar dança contemporânea na Salzburg Experimental Academy of Dance (SEAD) e na Performing Arts Research and Training Studios (P.A.R.T.S). Como bailarino, trabalhou com renomados artistas e companhias, como Anne Teresa de Keersmaeker, Peter Savel, Daniel Linehan e Meg Stuart. Seu primeiro trabalho em grupo, Let Me Die in My Footsteps, foi selecionado pelo Aerowaves em 2016. Desde então, tem desenvolvido e apresentado suas próprias criações em teatros e festivais na Europa e no Brasil. Como coreógrafo, colaborou com companhias como Dance Theatre Heidelberg, Unusual Symptoms do Theater Bremen, Danish Dance Theatre e Cullberg. De 2021 a 2024, Renan fez parte do DDE, um projeto de pesquisa sobre diversidade e inclusão, realizado em parceria com P.A.R.T.S., Manufacture e Stockholm University of the Arts (SKH).
Confira a programação completa e garanta seu lugar nos próximos espetáculos.
Aviso ao público
Em virtude da programação de circulação dos blocos de Carnaval no entorno do Theatro Municipal de São Paulo e da Praça das Artes, alguns serviços e espaços terão funcionamento suspenso nas datas abaixo.
Visitas Educativas e Theatro de Portas Abertas
📅 07, 14, 17, 18 e 21 de fevereiro
Exposição Entre Seres e Coisas (Praça das Artes)
📅 07, 14, 16, 17, 18 e 21 de fevereiro.
Agradecemos a compreensão.
Em razão dos blocos de Carnaval que vão desfilar nas imediações do Theatro Municipal de São Paulo, a bilheteria presencial não funcionará nos dias 07/02, 08/02, 14/02, 15/02, 16/02, 17/02, 21/02 e 22/02.
O atendimento seguirá normalmente de forma online, por meio dos e-mails:
• bilheteria@theatromunicipal.org.br – para assuntos gerais
• assinaturas@theatromunicipal.org.br – para assuntos relacionados às assinaturas
Agradecemos a compreensão.