Conexões Musicais

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Descrição do Evento

Uma celebração aos 90 anos do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, unindo o clássico e o popular em um programa especial que homenageia o Movimento Armorial e a música brasileira.

Programação

Todas as obras dedicadas ao Quarteto da Cidade

HERCULES GOMES

Cantiga, Baião, Frevo

CLÓVIS PEREIRA

Quarteto Nordestinados

CÉSAR GUERRA-PEIXE

Quarteto nº 2

Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos

Marcelo Jaffé, viola

Rafael Cesario, violoncelo

Informações

A primeira apresentação da série que celebra os 90 anos de existência do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo não poderia ilustrar melhor a gênese e a vocação desse corpo artístico: unindo clássico e popular, e com obras dedicadas ao Quarteto, o programa reverencia os ideais estéticos de Mário de Andrade, responsável pela criação do grupo em 1935, e sua missão de fomentar a produção brasileira para essa formação. Por diferentes ângulos, as peças dialogam com o Movimento Armorial, corrente liderada por Ariano Suassuna que, a partir dos anos 1970, buscava produzir uma nova arte brasileira inspirada nas raízes da cultura do Nordeste. De Hercules Gomes, pianista e compositor capixaba radicado em São Paulo, o Quarteto interpretará Cantiga, Baião e Frevo, obra a ele dedicada. Hercules tem se destacado na nova geração pelo resgate da produção de compositores e compositoras da época de Chiquinha Gonzaga, que transitavam nesse caldeirão de elementos que hoje nomeamos como eruditos ou populares, mas que sempre se amalgamaram. Aqui, ele homenageia o Movimento Armorial em uma obra composta especialmente para o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo por ocasião de um concerto em colaboração do pianista com o grupo, em 2021.
Clóvis Pereira (1932-2024) foi membro ativo do Movimento Armorial e estudou com ninguém menos que Guerra-Peixe. Compositor, arranjador, pesquisador e maestro natural de Caruaru, ele foi um ícone importante nesse terreno fértil que une a música clássica à popular na tradição brasileira – tendo sido uma grande perda recente. Em 2004, Clóvis assistiu a uma apresentação do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo em Recife e, encantado com a sonoridade do grupo, o presenteou no ano seguinte com o Quarteto Nordestinados. César Guerra-Peixe (1914-1993) era carioca, mas seus estudos da música popular, especialmente a nordestina, fizeram com que sua obra servisse de grande inspiração para a criação da estética armorial. Seu Quarteto de Cordas nº 2 foi escrito em 1958, pouco depois de chegar a São Paulo vindo de uma temporada em Recife, onde pesquisou tradições populares regionais. A peça marca o abandono do compositor de técnicas internacionais, em especial o dodecafonismo, que ele aprendera com o mestre Koellreutter e praticara como membro ativo do movimento Música Viva, em favor da estética nacionalista que caracterizaria toda sua produção subsequente.

 

Programação sujeita a alteração

Descrição do Evento

Uma celebração aos 90 anos do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, unindo o clássico e o popular em um programa especial que homenageia o Movimento Armorial e a música brasileira.

Informações

A primeira apresentação da série que celebra os 90 anos de existência do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo não poderia ilustrar melhor a gênese e a vocação desse corpo artístico: unindo clássico e popular, e com obras dedicadas ao Quarteto, o programa reverencia os ideais estéticos de Mário de Andrade, responsável pela criação do grupo em 1935, e sua missão de fomentar a produção brasileira para essa formação. Por diferentes ângulos, as peças dialogam com o Movimento Armorial, corrente liderada por Ariano Suassuna que, a partir dos anos 1970, buscava produzir uma nova arte brasileira inspirada nas raízes da cultura do Nordeste. De Hercules Gomes, pianista e compositor capixaba radicado em São Paulo, o Quarteto interpretará Cantiga, Baião e Frevo, obra a ele dedicada. Hercules tem se destacado na nova geração pelo resgate da produção de compositores e compositoras da época de Chiquinha Gonzaga, que transitavam nesse caldeirão de elementos que hoje nomeamos como eruditos ou populares, mas que sempre se amalgamaram. Aqui, ele homenageia o Movimento Armorial em uma obra composta especialmente para o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo por ocasião de um concerto em colaboração do pianista com o grupo, em 2021.
Clóvis Pereira (1932-2024) foi membro ativo do Movimento Armorial e estudou com ninguém menos que Guerra-Peixe. Compositor, arranjador, pesquisador e maestro natural de Caruaru, ele foi um ícone importante nesse terreno fértil que une a música clássica à popular na tradição brasileira – tendo sido uma grande perda recente. Em 2004, Clóvis assistiu a uma apresentação do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo em Recife e, encantado com a sonoridade do grupo, o presenteou no ano seguinte com o Quarteto Nordestinados. César Guerra-Peixe (1914-1993) era carioca, mas seus estudos da música popular, especialmente a nordestina, fizeram com que sua obra servisse de grande inspiração para a criação da estética armorial. Seu Quarteto de Cordas nº 2 foi escrito em 1958, pouco depois de chegar a São Paulo vindo de uma temporada em Recife, onde pesquisou tradições populares regionais. A peça marca o abandono do compositor de técnicas internacionais, em especial o dodecafonismo, que ele aprendera com o mestre Koellreutter e praticara como membro ativo do movimento Música Viva, em favor da estética nacionalista que caracterizaria toda sua produção subsequente.

 

Programação sujeita a alteração

Programação

Todas as obras dedicadas ao Quarteto da Cidade

HERCULES GOMES

Cantiga, Baião, Frevo

CLÓVIS PEREIRA

Quarteto Nordestinados

CÉSAR GUERRA-PEIXE

Quarteto nº 2

Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos

Marcelo Jaffé, viola

Rafael Cesario, violoncelo

Detalhes

Recursos de Acessibilidade: Acesso para cadeirantes, Banheiro acessível

Como Chegar

Datas Disponíveis

20 de fevereiro de 2025
20:00
Sem datas adicionais

Galeria de Imagens sobre o Evento

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