Mais do que uma ópera, Intolleranza foi descrita por seu autor, o italiano Luigi Nono, como uma “ação cênica”, abrindo assim o leque de possibilidades para sua montagem e interpretação, agora entregues à direção de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska.
Composta no pós-guerra, ainda sob o impacto das feridas do fascismo italiano e da bomba atômica em Hiroshima, a obra exala um sentido de urgência que alcança o nosso tempo com frescor e naturalidade. Trata-se, provavelmente, do trabalho musical em que elementos da fala coletiva – como gritos e frases sobrepostos, simulando uma disputa em praça pública – chegaram mais perto da matéria musical mesma. É este seu sentido profundo: a reconfiguração e a multiplicação desta dimensão pública da vida, a cujo assalto e destruição hoje assistimos.
O libreto, também assinado por Nono, entremeia referências documentais e poéticas variadas, de Henri Alleg a Jean-Paul Sartre, passando por Paul Éluard e Vladimir Maiakovski, finalizando com um poema de Bertolt Brecht. Em um único ato dividido em duas partes, a trama narra a trajetória de um minerador que retorna para o sul da Itália, sua terra natal, depois de ter migrado em busca de melhores condições de trabalho. No caminho, ele enfrenta situações de opressão, prisão e tortura.
A obra é dedicada a Arnold Schönberg, de quem Nono herda elementos do serialismo, mas tem em seu horizonte de referência toda a obra de Karlheinz Stockhausen, de quem Nono era amigo e colega, e de Pierre Boulez, utilizando-se de novos métodos composicionais como música eletrônica, alto-falantes, amplificadores e tapes, tudo isso em diálogo com elementos do aparato sinfônico tradicional, como o coro e a própria orquestra. Importante lembrar que Intolleranza fará sua estreia não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.
A direção cênica ficará a cargo de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, artistas de trajetória marcante nas artes visuais e na criação contemporânea, que têm explorado também a potência da direção cênica como campo expandido de expressão.
Nuno Ramos é pintor, desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor. Trabalha com linguagens sensoriais e poéticas, marcadas pelo diálogo entre matéria e palavra. Eduardo Climachauska é compositor, ator, cineasta e artista visual. Nos últimos 30 anos, trabalhando solo ou em parceria, tem dirigido e atuado em filmes, vídeos, peças teatrais, realizado instalações, performances, trabalhos em diferentes meios e suportes, exposições em museus, instituições culturais, galerias de arte no Brasil e no exterior, gravado álbuns autorais de música, além de ter composições gravadas por outros artistas, realizado direção de arte, cenários e figurinos para teatro, bem como de dar aulas e palestras.
Intolleranza 1960
Ópera com música e libreto de Luigi Nono, a partir de uma ideia de Angelo Maria Ripellino
Coro Lírico Municipal
Roberto Minczuk, direção musical
Hernán Sánchez Arteaga, regência do Coro Lírico Municipal
Nuno Ramos e Eduardo Climachauska , direção cênica
A ser anunciado, cenografia
A ser anunciado, design de luz
A ser anunciado, design de som
A ser anunciado, figurino
A ser anunciado, visagismo
dias 29, 31, 03, 06
Peter Tansits, Um Imigrante
A ser anunciado, Sua Companheira
dias 30, 02, 05
A ser anunciado, Um Imigrante
A ser anunciado, Sua Companheira
todas as datas
A ser anunciado, Uma Mulher (contralto)
A ser anunciado, Um Argelino (barítono)
A ser anunciado, Um Torturado (baixo)
Mais do que uma ópera, Intolleranza foi descrita por seu autor, o italiano Luigi Nono, como uma “ação cênica”, abrindo assim o leque de possibilidades para sua montagem e interpretação, agora entregues à direção de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska.
Composta no pós-guerra, ainda sob o impacto das feridas do fascismo italiano e da bomba atômica em Hiroshima, a obra exala um sentido de urgência que alcança o nosso tempo com frescor e naturalidade. Trata-se, provavelmente, do trabalho musical em que elementos da fala coletiva – como gritos e frases sobrepostos, simulando uma disputa em praça pública – chegaram mais perto da matéria musical mesma. É este seu sentido profundo: a reconfiguração e a multiplicação desta dimensão pública da vida, a cujo assalto e destruição hoje assistimos.
O libreto, também assinado por Nono, entremeia referências documentais e poéticas variadas, de Henri Alleg a Jean-Paul Sartre, passando por Paul Éluard e Vladimir Maiakovski, finalizando com um poema de Bertolt Brecht. Em um único ato dividido em duas partes, a trama narra a trajetória de um minerador que retorna para o sul da Itália, sua terra natal, depois de ter migrado em busca de melhores condições de trabalho. No caminho, ele enfrenta situações de opressão, prisão e tortura.
A obra é dedicada a Arnold Schönberg, de quem Nono herda elementos do serialismo, mas tem em seu horizonte de referência toda a obra de Karlheinz Stockhausen, de quem Nono era amigo e colega, e de Pierre Boulez, utilizando-se de novos métodos composicionais como música eletrônica, alto-falantes, amplificadores e tapes, tudo isso em diálogo com elementos do aparato sinfônico tradicional, como o coro e a própria orquestra. Importante lembrar que Intolleranza fará sua estreia não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.
A direção cênica ficará a cargo de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, artistas de trajetória marcante nas artes visuais e na criação contemporânea, que têm explorado também a potência da direção cênica como campo expandido de expressão.
Nuno Ramos é pintor, desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor. Trabalha com linguagens sensoriais e poéticas, marcadas pelo diálogo entre matéria e palavra. Eduardo Climachauska é compositor, ator, cineasta e artista visual. Nos últimos 30 anos, trabalhando solo ou em parceria, tem dirigido e atuado em filmes, vídeos, peças teatrais, realizado instalações, performances, trabalhos em diferentes meios e suportes, exposições em museus, instituições culturais, galerias de arte no Brasil e no exterior, gravado álbuns autorais de música, além de ter composições gravadas por outros artistas, realizado direção de arte, cenários e figurinos para teatro, bem como de dar aulas e palestras.
Intolleranza 1960
Ópera com música e libreto de Luigi Nono, a partir de uma ideia de Angelo Maria Ripellino
Coro Lírico Municipal
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Hernán Sánchez Arteaga, regência do Coro Lírico Municipal
Nuno Ramos e Eduardo Climachauska , direção cênica
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A ser anunciado, Um Torturado (baixo)
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s/nº Sé – São Paulo, SP
11 3367 7200
Segunda à sexta das 10h às 19h
Sábado, domingo e feriado das 10h às 17h
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