Encruzilhada é uma obra coreográfica sobre a celebração como espaço de resistência e a negociação como prática compartilhada, sobre encontro e conflito.
A obra abraça um conjunto de arquivos de danças que extrapolam o campo da dança contemporânea: gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e formas de movimento que, geralmente, não ocupariam espaços cênicos ou contextos considerados tradicionais. A coletividade está no centro da peça, não como imagem idealizada, mas como prática instável e necessária. Em tempos marcados pela fragmentação, pela competição e pela privatização da felicidade, mover-se em grupo torna-se um desafio criativo e um posicionamento político. Os intérpretes negociam presença, fricção, silêncio e alinhamento, buscando um ritmo comum em meio à tensão.
A coreografia se constrói como um campo de negociação, onde os corpos afirmam, cedem, confrontam e sustentam. O poder está em constante deslocamento. Violência e vulnerabilidade coexistem. O equilíbrio não é dado, é construído continuamente. O trabalho assume a contradição: o silêncio se rompe em ritmo, e gestos emergem tanto de arquivos ancestrais quanto de urgências do presente. A trilha sonora é executada ao vivo, em diálogo direto com os bailarinos. A música não acompanha o movimento — nasce do mesmo corpo onde percussão e elementos digitais se entrelaçam, criando uma paisagem sonora crua e pulsante.
A coreografia expõe seu próprio processo de construção. A forma como o grupo se organiza, falha e se recompõe permanece visível. O público é convidado a acompanhar a obra enquanto ela se faz, numa fronteira porosa entre processo e espetáculo.
Encruzilhada não busca perfeição, mas presença. E pergunta: como sustentar o espaço do outro quando tudo nos empurra para o isolamento?
BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO
Renan Martins, concepção e coreografia
Encruzilhada é uma obra coreográfica sobre a celebração como espaço de resistência e a negociação como prática compartilhada, sobre encontro e conflito.
A obra abraça um conjunto de arquivos de danças que extrapolam o campo da dança contemporânea: gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e formas de movimento que, geralmente, não ocupariam espaços cênicos ou contextos considerados tradicionais. A coletividade está no centro da peça, não como imagem idealizada, mas como prática instável e necessária. Em tempos marcados pela fragmentação, pela competição e pela privatização da felicidade, mover-se em grupo torna-se um desafio criativo e um posicionamento político. Os intérpretes negociam presença, fricção, silêncio e alinhamento, buscando um ritmo comum em meio à tensão.
A coreografia se constrói como um campo de negociação, onde os corpos afirmam, cedem, confrontam e sustentam. O poder está em constante deslocamento. Violência e vulnerabilidade coexistem. O equilíbrio não é dado, é construído continuamente. O trabalho assume a contradição: o silêncio se rompe em ritmo, e gestos emergem tanto de arquivos ancestrais quanto de urgências do presente. A trilha sonora é executada ao vivo, em diálogo direto com os bailarinos. A música não acompanha o movimento — nasce do mesmo corpo onde percussão e elementos digitais se entrelaçam, criando uma paisagem sonora crua e pulsante.
A coreografia expõe seu próprio processo de construção. A forma como o grupo se organiza, falha e se recompõe permanece visível. O público é convidado a acompanhar a obra enquanto ela se faz, numa fronteira porosa entre processo e espetáculo.
Encruzilhada não busca perfeição, mas presença. E pergunta: como sustentar o espaço do outro quando tudo nos empurra para o isolamento?
BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO
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