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História

Até o começo do século 20, as companhias líricas internacionais que se apresentavam no Theatro Municipal traziam da Europa seus instrumentistas e coros completos, pela falta de um grupo orquestral em São Paulo especializado em ópera.

Somente a partir da década de 1920 uma orquestra profissional foi criada e passou a realizar apresentações esporádicas, tornando-se regular em 1939, sob o nome de Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Uma década mais tarde, o conjunto passou a se chamar Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e foi oficializado em lei de 28 de dezembro de 1949, que vigora ainda hoje.

A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura de Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte regida pelo compositor, Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo.

Estiveram à frente da orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling.

Roberto Minczuk é o atual regente da Orquestra Sinfônica Municipal – OSM.

 

Regente

Roberto Minczuk

Roberto Minczuk nasceu em São Paulo, e começou a estudar música com o pai aos 6 anos de idade. Aos 9, ingressou como trompista na Escola Municipal de Música de São Paulo e, com 10 anos, fez sua estreia como solista no Theatro Municipal de São Paulo. Aos 13 anos, foi contratado por Isaac Karabtchevsky em concurso público para ser 1a. trompa do Theatro Municipal de São Paulo, em 1981.

Mudou-se para Nova York aos 14 anos com bolsa de estudos, e se formou na Juilliard School of Music. Como solista, fez sua estreia no Carnegie Hall aos 17 anos. Aos 20, tornou-se membro da Orquestra Gewandhaus de Leipzig na Alemanha.

Como maestro, sua carreira internacional começou em 1998 regendo a Filarmônica de Nova York, onde trabalhou com Kurt Masur e Lorin Maazel e foi contratado como Regente Associado, o primeiro maestro a ocupar este cargo após Leonard Bernstein. Sua estreia no Central Park reuniu um público de 90 mil pessoas.Já regeu mais de 100 orquestras internacionais, entre elas as filarmônicas de Londres, Nova York, Israel, Tóquio, Oslo, Helsinki, Los Angeles, Buenos Aires; as sinfônicas da BBC de Londres, BBC de País de Gales, Toronto, Montreal, Dallas, San Francisco, Houston, Atlanta, Cincinnati, Basileia, Berna, as Orquestras de Filadélfia, Cleveland, as Nacionais de Radio France, da Hungria e de Lille.Ganhou o Grammy Latino com o álbum Jobim Sinfônico em 2004 e em 2005 foi indicado ao Grammy Americano. Ganhou o Emmy à frente do New York City Ballet e o Martin Seagal Award do Lincoln Center em Nova York. Após Eleazar de Carvalho, Minczuk é o único brasileiro a ter regido todas estas orquestras.É Maestro Emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira, onde foi Regente Titular de 2005 a 2015, e Maestro Emérito da Filarmônica de Calgary. Foi Diretor Artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão de 2004 a 2010; Diretor Artístico Adjunto da Osesp de 1997 a 2005; Diretor Artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2007 a 2011; e Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto de 1995 a 2000, sendo o primeiro artista a receber o Prêmio ConcertArte de Ribeirão Preto.

Regeu com grande sucesso a estreia internacional da Osesp em Lima (Peru), assim como a estreia europeia da Osesp em Nuremberg, na Alemanha. Seu registro integral das Bachianas Brasileiras com a Osesp foi escolhido pela Gramophone como gravação referência.

Dentre as óperas que regeu destacam-se Fidelio, La Bohème, Tosca, Carmina Burana, Don Giovanni, La Cenerentola, Mozart e Salieri, L’Infideltà delusa, O Morcego, A Queda da Casa de Usher, Os Sete Pecados Capitais, O Voo de Lindbergh, Oedipus Rex. Minczuk destaca-se ainda pelas inúmeras apresentações ao ar livre nos Concertos do Parque Ibirapuera, Projeto Aquarius, Festival Rock in Rio e ao reger música clássica em programas de grande audiência da TV.

Regeu muitos dos mais importantes artistas internacionais como Dame Kiri Te Kanawa, Plácido Domingo, Kathleen Battle, Ben Heppner, Mealha Brueggergosman, Jennifer Larmore, Audra MacDonald, Joshua Bell, Rebecca Brown, João Carlos Martins, Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Antonio Meneses, Pinchas Zukerman, Gil Shaham, HélèneGrimaud, Maria João Pires, Alexander Toradze, Ivo Pogorelich, Jean-Louis Steuerman, Manuel Barrueco, Johannes Moser, Sol Gabetta, Julia Fisher, Maxim Vengerov, Emmanuel Pahud, Albrecht Mayer. Também colaborou com grandes artistas e conjuntos da MPB como Caetano Veloso, Gal Costa, Milton Nascimento, Djavan, Toquinho, Luciana Souza, Adriana Calcanhotto, Zélia Duncan,  Yamandú Costa, Hamilton de Hollanda, Luiza Possi, Vanessa da Mata, Lenine, Alcione, Roberta Sá, Tiago Abravanel, Ney Matogrosso, Mônica Salmaso, Paralamas do  Sucesso, Titãs, Legião Urbana, Capital Inicial,  Rogério Flausino, Pity e Banda Mantiqueira.

Minczuk recebeu a Ordem do Ipiranga do Governo do Estado de SP,a Medalha Pedro Ernesto como Cidadão Honorário do Rio de Janeiro assim como a Cidadania Honorária de Ribeirão Preto e de Calgary, no Canadá.

Roberto Minczuk_Divulgação 3

 

Audições OSM

O interessado em integrar a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo deve participar das audições promovidas regularmente pelo Theatro Municipal.

Nesta página você encontra as informações atualizadas sobre as audições da OSM.

Interessados em informações sobre próximas audições podem enviar um email ao endereço audicoes.osmsp@gmail.com e solicitar cadastro no banco de dados da OSM.

 

Theatro Municipal

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