Concerto sobre o nascimento de Jesus Cristo pela perspectiva de Maria estreia no Brasil, no Theatro Municipal

A obra é de John Adams, um dos mais importantes e requisitados compositores da atualidade, e estreia sexta-feira (14)

O Theatro Municipal de São Paulo apresenta no dia 14, às 20h, e no dia 15, às 16h30, a ópera oratório El Niño, do compositor americano John Adams. A peça inova ao contar a história do nascimento de Jesus Cristo de maneira não convencional: a partir da perspectiva da mãe,Maria. A obra é uma das mais importantes do compositor e será executada pela primeira vez no Brasil com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, o Coro Lírico, o Coral Infantojuvenil da Escola Municipal de Música e mais cinco solistas, todos sob a regência do maestro Roberto Minczuk. 

Baseada no nascimento da “criança” – El Niño -, o concerto conta a história bíblica do Natal em duas partes. A primeira metade se concentra na história de Maria, antes do nascimento; e a segunda metade retrata as consequências do nascimento, o massacre do rei Herodes e o início da vida de Jesus. “Esta composição tem um impacto muito grande para nós, sendo uma obra de um compositor que ainda está vivo e é alguém que lida com a nossa realidade, do século XXI.  É uma das peças mais importantes dele composta nos últimos anos”, explica o Maestro.

Inovadora não só por oferecer uma nova perspectiva da história bíblica já conhecida, a obra conta com uma energia rítmica e melódica, característica da música moderna de John Adams, e apresenta também elementos raros, como a presença de três contratenores, segundo Minczuk, “uma coisa pouco usual, mas muito interessante”. 

A peça é a segunda obra de Adams estreada por Minczuk no Brasil e conta com citações que vão do sermão de natal de Martinho Lutero, passando pelo evangelho de Lucas, aos evangelhos gnósticos e apócrifos do Novo Testamento. O texto inclui ainda poemas em espanhol de Rosario Castellanos, Sor Juana Inés de la Cruz, Gabriela Mistral, Vicente Huidobro, Rubén Darío, do libretista Peter Sellars e do próprio compositor. “É uma obra rica e abrangente, e representa de uma forma muito contundente o sentimento e a expressão humana no relato dessa história, que é uma história antiga, trazida para um contexto atual da nossa geração”, explica o maestro, que estreia a segunda obra de Adams, no Brasil.

Como solistas, estarão o contratenor Paul Flight que faz sua estreia no Theatro Municipal, após se apresentar com a mesma obra junto ao Los Angeles Philharmonic, Atlanta Symphony, Norwe­gian State Opera e a BBC Scottish Symphony. Em São Paulo, para o El Niño, se juntam a ele a soprano Marly Montoni, a mezzo-soprano Carla Filipcic Holm, o barítono Licio Bruno, e os contratenores Bruno de Sá e Geilson Santos.

El Niño estreou em 15 de dezembro de 2000, no Théâtre du Châtelet, em Paris, com encenações, figurinos e contou com um filme projetado na parte de trás do palco. Logo após sua estreia, a composição se tornou um clássico moderno, com montagens consagradas na Europa e Estados Unidos.

Serviço:

EL NIÑO

Datas: Sexta-feira, 14, às 20h
              Sábado, 15, às 16h30

Orquestra Sinfônica Municipal
Coro Lírico
Coral Paulistano
Coro Infantojuvenil da Escola de Música
Regente: Roberto Minczuk
Solistas: Marly Montoni, Carla Filipcic Holm, Licio Bruno, Bruno de Sá, Paul Flight e Geilson Santos

Programa:

Parte I – 1. I Sing of a Maiden – 2. Hail, Mary, Gracious! – 3. La anunciación – 4. For with God no thing shall be impossible – 5. The babe leaped in her womb – 6. Magnificat – 7. Now she was sixteen years old – 8. Joseph’s Dream – 9. Shake the heavens – 10. Se Habla de Gabriel – 11. The Christmas Star

Parte II – 1. Pues mi dios ha nacido – 2. When Herod heard – 3. Woe unto them that call evil good – 4. And the star went before them – 5. The Three Kings – 6. And when they were departed – 7. Dawn Air – 8. And he slew all the children – 9. Memorial de Tlatelolco – 10. In the day of the great slaughter – 11. Pues está tritando – 12. Jesus and the Dragons – 13. A Palm Tree

Duração aproximada: 2 horas e 20 minutos
Indicação etária: Livre (sugerido para maiores de 7 anos)
Ingressos: R$ 40,00 / R$ 30,00 / R$ 12,00

Local: Sala de Espetáculos (1523 lugares) – Theatro Municipal de São Paulo

*Ingressos na bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo, na *bilheteria da Praça das Artes ou pelo site eventim.com.br.

Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.

Mais informações:

MARLY MONTONI

SOPRANO

Marly Montoni bacha­relou-se em canto lírico pela Universidade Cru­zeiro do Sul em 2005 e, mais tarde, aperfeiçoou sua técnica com o tenor Antonio Lotti. Debutou nos palcos de ópera em 2008, no Teatro São Pe­dro, no papel de Maria, na ópera Porgy and Bess, de George Gershwin. Em 2014, estreou no Teatro da Paz na ópera Blue Monday, de Gershwin, no pa­pel de Vi. Em 2015, participou da temporada de ópera do Teatro São Pedro – onde atuou em diver­sas produções como: Fosca, de Carlos Gomes, no papel título; Bodas no Monastério de Prokofiev, no papel de Clara; La Wally, de Alfredo Catallani, no papel de Wally; Roberto Derevereux, de Donizetti, como Elisabeta e a estreia brasileira de Der Zwerg, de Zemlisk. Recentemente, atuou como Abigaile na ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi, no Theatro Municipal de São Paulo.

CARLA FILIPCIC HOLM

SOPRANO INTERPRETANDO MEZZO-SOPRANO

A soprano Carla Filipcic Holm estudou no Institu­to Superior de Artes do Teatro Colón, na Univer­sidade Nacional de Ar­tes e especializou-se em repertório alemão com Siegfried Jerusalem, em Nuremberg – graças à bol­sa María Marta Sánchez Elia de Núñez. Venceu vá­rios concursos de canto e importantes prêmios na Argentina – onde protagonizou óperas e repertório sinfônico nos teatros mais importantes –, foi esco­lhida Revelação na Música Clássica, pelo Prêmio Clarín, e Melhor Cantora Argentina, pela Associa­ção dos Críticos Musicais. Protagoniza óperas e concertos na América Latina, Eua, Suíça e Alema­nha. Em seu repertório destacam-se: Marschallin (Der Rosenkavalier), Agathe (Der Freischütz), Agri­pina, D. Anna e D. Elvira (Don Giovanni), Elisabeth de Valois (Don Carlos), Tatiana (Eugene Onegin).

LICIO BRUNO

BAIXO-BARÍTONO INTERPRETANDO BARÍTONO

Bacharel em canto e mestre em performance, o baixo-barítono Licio Bruno se aperfeiçoou em ópera e repertório sinfônico pela Franz Liszt Academy of Music, em Budapeste. É professor dos bacharelados em canto da Escola de Música da Ufrj e em Tteatro da CAL, RJ, e coordenador do curso de pós-graduação em canto e expressão da FACI/Alpha Cursos, no Espírito Santo. Em 2004, recebeu o Prêmio Carlos Gomes e, em 2015, a Ordem do Mérito Cultural Carlos Gomes (SBACE-SP) e a Medalha Cinquentenário das Forças Brasileiras Internacionais de Paz (ABFIP-ONU). É diretor artístico do II Festival SESI de Ópera. Com 10 primeiros prêmios em concursos, nacionais e internacionais, e mais de 80 personagens em óperas de diferentes autores e estilos, é, até hoje, o único brasileiro intérprete do Wotan/Wanderer da tetralogia wagneriana.

BRUNO DE SÁ

SOPRANISTA INTERPRETANDO CONTRATENOR

Bruno de Sá graduou-se em canto erudito pela Usp, foi integrante da Academia de Ópera do Theatro São Pedro e atualmente faz aperfeiçoamento vocal na Musik Akademie, em Basel, Suíça. Bruno interpretou papéis icônicos como Cherubino (Le Nozze di Figaro), 1ª Dama (Die Zauberflöte), Sesto (La Clemenza di Tito), Der Hirt (Tannhäuser) e a estreia mundial de Il Noce de Benevento (Giuseppe Balducci). Destacou-se cantando o solo de Stabat Mater (Pergolesi); Paixões Segundo São João e São Matheus (Bach); O Messias (Haendel); Exultate Jubilate, entre outros. Vencedor do 14º Concurso Maria Callas, recebeu o 1º lugar no Grande Prêmio de Voz Masculina e Prêmio Silver no 2º Manhattan International Music Competition. Em 2018, foi vencedor do 1º lugar no 19º Concurso Spiros Argiris, no Sarzana Opera, na Itália.

PAUL FLIGHT

CONTRATENOR

O contratenor americano Paul Flight é reconhecido por seu trabalho na música antiga e em performances contemporâneas. Fez a sua estreia na Los Angeles Philharmonic no oratório El Niño, sob regência de Esa-Pekka Salonen; também interpretou o oratório com a Atlanta Symphony, no Festival Ravinia, com a Norwegian State Opera e com a BBC Scottish Symphony. Cantou a estreia americana da Cantatrix Sopranica, de Unsuk Chin, com a Los Angeles Philharmonic e, depois, com a Berkeley Symphony sob regência de Kent Nagano. Também cantou o papel principal da ópera Akhnaten, de Philip Glass, na Oakland Opera. Cantou em reconhecidos conjuntos como Theatre of Voices, The New York Collegium, Aguavá New Music Studio, entre outros. Está na sua 13ª temporada como diretor artístico da California Bach Society

GEILSON SANTOS

TENOR INTERPRETANDO CONTRATENOR

Bacharel em canto pela Uni-Rio e pelo Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, Geilson formou-se também no Conservatório de Música de Rouen, na França. Participou das montagens das Operetas: Monsieur Choufleuri, de Offenbach, em 2012, no papel de Babylas; La vie Parisienne, de Offenbach, no papel de O Brasileiro nos teatros de Ópera de Rouen, França e no papel do príncipe Sou-Chong, da Opereta Au Pays du Souriree, de Franz Lehar no Theatro Charles Dullin também em Rouen. Nas óperas na França fez o Doppionne na produção La Damnation de Faust, de Berlioz, com o grupo Accentus, no Theatre des Arts – onde atuou na temporada de 2012/2014. Com o seu atual Quarteto Colonial, tem participado de vários trabalhos no Brasil, Chile e Portugal.

 ROBERTO MINCZUK

MAESTRO TITULAR DA ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Fez sua estreia internacional à frente da Filarmônica de Nova York. Depois disso, regeu mais de 100 orquestras internacionais. Foi diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, diretor artístico adjunto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sendo o primeiro artista a receber o Prêmio ConcertArte, de Ribeirão Preto. Venceu o Grammy Latino e foi indicado ao Grammy Americano com o álbum Jobim Sinfônico. Atualmente, é maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, maestro emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi regente titular de 2005 a 2015, e maestro emérito da Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá.

NAOMI MUNAKATA

MAESTRINA TITULAR DO CORAL PAULISTANO

Naomi Munakata iniciou os estudos musicais ao piano aos 4 anos de idade e começou a cantar aos 7. Estudou regência na Universidade de Tóquio e também com nomes como Hans Joachim Koellreutter, Eric Ericson, Eleazar de Carvalho, Hugh Ross, Roberto Schnorrenberg e John Neschling. Dirigiu o Coro da Osesp por duas décadas, foi diretora da Escola Municipal de Música, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado e presidente da Associação Paulista de Regentes Corais. Recebeu o prêmio de Melhor Regente Coral da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

REGINA KINJO

REGENTE DO CORO INFANTOJUVENIL

Regina Kinjo é regente do Coral Infantojuvenil da Escola Municipal de Música, do Madrigal “Sempre en Canto” e do Coral do Colégio Oshiman. Já trabalhou em diversos projetos e instituições como: Projeto Guri, Emesp Tom Jobim, Meninos do Morumbi, Instituto Baccarelli e Coral Vozes da Infância, na Paraíba. Com experiência na área musical desde 1990, ministrou aulas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, Curitiba, Festival de Artes de Itu, Bragança Paulista, Poços de Caldas e Lages, além de Workshops diversos. Realizou concertos com Orquestras e Bandas Sinfônicas, a convite de diversos maestros, incluindo o coro da ópera I Pagliacci.

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