RACHEL BARTON PINE SOBE PELA PRIMEIRA VEZ NO PALCO DO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Com o maestro titular Roberto Minczuk à frente da Orquestra Sinfônica Municipal, a violinista conhecida por sua excelência na música erudita faz duas apresentações em São Paulo

Em agosto, o Theatro Municipal de São Paulo recebe a violinista Rachel Barton Pine para concertos nos dias 3, às 20h e 4, às 16h30, com a Orquestra Sinfônica Municipal sob a regência do maestro Roberto Minczuk. No programa, estão a abertura de “As Bodas de Fígaro”, de  Wolfgang Amadeus Mozart, “Serenata para violino e orquestra”, de Leonard Bernstein e, após o intervalo, “Sinfonia nº 10 em mi menor op. 93”, de Dmitri Shostakovich.

Neste ano, em que Leonard Bernstein completaria seu centésimo aniversário, a violinista norte-americana Rachel Barton Pine se une à OSM para a execução da “Serenata para violino e orquestra”, composta por Bernstein em 1954. Esta é uma das obras consideradas mais líricas do músico norte-americano, inspirada por “O Banquete”, diálogo de Platão constituído por discursos sobre a natureza e o propósito do amor, na figura de Eros.

Barton Pine, que começou sua carreira aos 10 anos de idade na Chicago Symphony, é uma das maiores violinistas desta geração. Minczuk, que já se apresentou com a musicista em várias partes do mundo, revela que esta será a estreia dela no Theatro Municipal de São Paulo. “Ela já se apresentou comigo nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa, na Nova Zelândia e no Brasil – no Rio de Janeiro e na Sala São Paulo com a OSB – mas agora, será a primeira vez dela no nosso Municipal”, diz.

Antes da homenagem à Bernstein, será executada a abertura de “As Bodas de Fígaro”, da obra-prima de Mozart. E, para encerrar o concerto,  a “Sinfonia nº 10 em mi menor op. 93”, composta por Shostakovich. “O músico foi perseguido abertamente por Stalin, e esta sinfonia, apresentada pela primeira vez, meses depois da morte do ditador russo, descreve esse drama, essa relação de medo, como era para Shostakovich viver essa situação ameaçadora”, explica Minczuk.

Os ingressos para os concertos variam de R$ 12 a R$ 40 e podem ser adquiridos pelo site www.eventim.com.br  ou na bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo.

OSM Informal
No dia seguinte às apresentações, 5 de agosto, a OSM faz uma apresentação dos quatro movimentos daSinfonia nº 10 em mi menor op. 93” de Shostakovich, às 16h30, no palco do Theatro Municipal de São Paulo com ingressos que variam de R$ 12 a R$ 30.

Programa:
Abertura de “As Bodas de Fígaro” | W. A. Mozart
Serenata para violino e orquestra | L. Bernstein
Sinfonia nº 10 em mi menor op. 93 | D. Shostakovich
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Roberto Minczuk – Regente
Rachel Barton Pine – Violino
Local: Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos
Data: Sexta-feira, 3/8, 20h e sábado, 4/8, 16h30.
Duração: aprox. 100 min.
Classificação indicativa: livre (recomendado para maiores de 7 anos)
Ingressos: Setor 3 – R$ 12 / Setor 2 – R$ 30 / Setor 1 – R$ 40 (meia-entrada para aposentados, maiores de 60 anos, professores da rede pública e estudantes)

OSM Informal
Sinfonia nº 10 em mi menor op. 93 | D. Shostakovich
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Roberto Minczuk – Regente
Local: Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos
Data: Domingo, 5/8, 16h30.
Duração: aprox. 60 min.
Classificação indicativa: livre (recomendado para maiores de 7 anos)
Ingressos: Setor 3 – R$ 12 / Setor 2 – R$ 20 / Setor 1 – R$ 30 (meia-entrada para aposentados, maiores de 60 anos, professores da rede pública e estudantes)
Vendas na bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo ou pelo site www.eventim.com.br.

Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº – São Paulo, SP

Horário da bilheteria: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados e domingos, das 10h às 17h. Nos espetáculos à noite, a bilheteria permanece aberta até o início do evento; em dias de espetáculos pela manhã, o espaço abre ao público duas horas antes do início da apresentação. Apenas venda e retirada de ingressos para os eventos do Theatro Municipal de São Paulo.

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
No começo do século XX, as companhias líricas internacionais que se apresentavam no Theatro Municipal traziam da Europa seus instrumentistas e coros completos, pela falta de um grupo orquestral em São Paulo especializado em ópera. A partir da década de 1920, uma orquestra profissional foi criada e passou a realizar apresentações esporádicas, tornando-se regular em 1939, sob o nome de Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Uma década mais tarde, o conjunto passou a se chamar Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e foi oficializado em lei de 28 de dezembro de 1949, que vigora ainda hoje. A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura do Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte, regida pelo compositor Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo.

Estiveram à frente da orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling.

Roberto Minczuk é o atual regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo – OSM.

Sobre o Instituto Odeon: O Instituto Odeon é o novo gestor do Theatro Municipal de São Paulo. Com mais de 20 anos de atuação na área da cultura, o Instituto se destaca pela gestão do Museu de Arte do Rio – MAR, na cidade do Rio de Janeiro, além de consultorias ao Governo de Pernambuco e Prefeitura de Porto Alegre; produção de espetáculos de teatro e idealização e gestão de diversos projetos socioculturais. A instituição assumiu em 1º de setembro a gestão do corpo artístico formado pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Coro Lírico Municipal de São Paulo, Balé da Cidade de São Paulo, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Paulistano Mário de Andrade e Orquestra Experimental de Repertório e dos espaços: Theatro Municipal, Praça das Artes e Central Técnica do Theatro Municipal.

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